segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tailândia suspende vendas de GTA após assassinato em táxi

Um distribuidor tailandês de videogames suspendeu as vendas de Grand Theft Auto nesta segunda-feira, após um adolescente confessar o assalto e homicídio de um motorista de táxi em uma tentativa de recriar uma cena do jogo.

"Estamos enviando hoje uma solicitação às lojas e pontos de vendas para que removam os jogos de suas prateleiras, e os substituiremos por outros títulos", disse Sakchai Chotikachinda, diretor de marketing e vendas da New Interactive Media. "Também estamos pedindo às casas de videogames a retirar esse jogo de seus serviços", disse Sakchai.

O estudante de segundo grau de 18 anos de idade, agora detido à espera de posteriores investigações e julgamento, pode ser sentenciado à morte caso seja considerado culpado pelo assalto e homicídio contra um taxista de 54 anos morto a facadas no final de semana.

"Ele disse que desejava descobrir se roubar um táxi na vida real era tão fácil quanto no jogo", disse Veeravit Pipattanasak, investigador chefe da polícia, à Reuters.

GTA 4

Na nova edição do GTA (Grand Theft Auto 4), lançada neste ano, a produtora Rockstar --um braço da Take-Two Interactive-- deu ênfase ao conteúdo politicamente incorreto do jogo, tanto no roteiro quanto nas cenas.

O game tem como mote a história de um imigrante croata chamado Niko Bellic que chega aos Estados Unidos para buscar o "sonho norte-americano" --que os produtores definem como "ter várias namoradas e conviver ao lado de pessoas ricas". A missão de Bellic é encontrar um homem que, no passado, havia cometido uma injustiça contra ele.

Em meio às aventuras em Liberty City (a cidade fictícia do game, inspirada em Nova York), o protagonista vai conviver com personagens como contrabandistas, policiais corruptos e prostitutas de baixo nível. Além de assaltos a carros e bancos e confrontos com policiais, já existentes em edições anteriores, os personagens do GTA 4 ganharam a capacidade de cometer novas infrações, como dirigir bêbado.

Nas brigas, os sistemas de tiro e cobertura foram aperfeiçoados --é mais fácil se esconder dos tiroteios e chamar comparsas para o confronto, por meio de ligações de celular. Ações como agarrar-se a veículos ou entrar em prédios também ficaram mais reais.


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