quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sete erros e acertos da novela "Carrossel"

Fonte Natelinha

"Carrossel" é inegavelmente um fenômeno e responsável pela retomada da vice-liderança pelo SBT. A novela atinge dois dígitos no Ibope diariamente, alavancando a audiência do "SBT Brasil", que a antecede, e atraindo público para todos os programas da emissora nos quais alguns dos atores da trama participam. Não à toa, já estiveram em praticamente todas as atrações do canal.

Fizemos, então, uma pequena lista de fatos que temos observado sobre "Carrossel". Confira:

1 - Tradição do SBT em produtos infantis
O SBT sempre investiu muito em produções para crianças e adolescentes. Programas que agradam também aos adultos mas que, especialmente, começam a cativar o público desde o berço já chegaram a ocupar mais de doze horas de programação da emissora. "Chispita", uma das novelas mais reprisadas de todos os tempos, a versão original de "Carrossel" e "Chiquititas" são alguns dos exemplos dos sucessos de dramaturgia infanto-juvenis da rede.

2 - Sem medo de recontar a história
Muitos remakes dão errado por quererem recriar com exatidão a versão original ou por se apegarem demais a ela. Com "Carrossel" esse risco existiu e era temido pelos fãs da novela original, que acreditavam, antes da estreia, que a recriação da obra da Televisa seria um desrespeito para com a original, ainda mais sob as mãos de Íris Abravanel, uma autora pouco experiente, cujos trabalhos não tiveram grande audiência.

3 - Escola moderna
Antes da estreia as fotos dos cenários multicoloridos da Escola Mundial davam uma impressão de algo muito fora da realidade. A escola mexicana era simplória e modesta, com móveis de madeira e tons pasteis, como uma escola comum qualquer, onde todas as crianças poderiam estudar. O SBT apresentou uma escola bonita e moderna, em que as crianças sonhariam em estudar. Duas visões diferentes, as duas interessantes.

4 - Mais humor e menos lágrima
A "Carrossel" original era, antes de tudo, um drama. As crianças viviam cada uma seu conflito pessoal, sofriam e chegavam às lágrimas com frequência, amparando-se umas às outras e socorrendo-se com a professora Helena. Tudo embalado numa mesma trilha sonora triste. A versão brasileira amenizou o sofrimento, introduzindo mais doses de comicidade e fantasia. Sonhos e devaneios de Adriano com seu quarto cheio de objetos falantes, por exemplo, não existiam no original. O Adriano mexicano, aliás, vivia dormindo e não era um personagem importante. Os clipes musicais também não faziam parte da novela mexicana.

5 - Bom elenco
Houve quem apontasse "Carrossel" como uma novela encomendada unicamente para Maísa ser a estrela e Íris Abravanel trabalhar. Mas não foi nada disso. A escolha do elenco foi muito feliz. Praticamente todos funcionam bem em seus papeis. A trama tem personagens caricatos e os atores adultos entenderam bem qual é a missão, especialmente Noemi Gerbelli (Diretora Olívia) e Ilana Kaplan (professora Matilde). A família Palillo é um núcleo que mereceria até mesmo um seriado solo depois da novela. Henrique Stroeter (Rafael Pallilo), até então mais conhecido pelo papel de Perônio no "Castelo Rá Tim Bum", e que tem no currículo o patriarca na fracassada sitcom "A Guerra dos Pintos", na Band, encontrou a família certa.

6 - Mundo pequeno
É um fato muito curioso que no universo de "Carrossel" praticamente todos os pais de alunos se conhecem e se dão bem e as crianças têm total liberdade para saírem sozinhas ou voltarem tarde para casa. Quem fica doente procura o pai da Maria Joaquina e quem está com o carro quebrado fala com o pai de Jaime Pallilo, como se fossem o único médico e o único mecânico da cidade, respectivamente. Todas as decisões da escola saem de reuniões da sala da Professora Helena, sem que a opinião de alunos de outras turmas sejam ouvidas.

Não há nada demais nisso. Nas novelas da Globo, também, ricos e pobres se conhecem, frequentam os mesmos lugares e acabam cruzando suas histórias. Normal em teledramaturgia, senão a novela não existe. Mas não deixa de ser inusitado, às vezes até exagerado. É uma obra de ficção, tudo pode!

7 - Merchandising
O SBT aproveita o bom momento de "Carrossel" para faturar. Todo capítulo possui alguma ação de marketing, nem todas discretas, nem todas pagas. Professora Helena leva todos os alunos para lavarem as mãos com Lifebuoy, numa cena meio esquisita. Rafael Pallilo sai com as crianças numa velha Kombi à procura do cachorro Rabito - anúncio gratuito da perua da Volkswagen. Valéria e a família entram no site do Banco do Brasil para mandar mensagem de apoio à equipe de vôlei nas Olimpíadas.

No capítulo do dia 13 de agosto, a faxineira Graça usou um xampu para lavar os cabelos de Maria Joaquina, sujos de tinta azul. A moça apresentou o xampu de forma cômica, mas, logo de cara, não era possível perceber se era um merchandising de um produto verdadeiro ou não. Depois, Jaime e Carmen foram comprar chocolates na Cacau Show e na cena seguinte a menina passou mal. Ficou estranha a dor de barriga da menina logo após comer os doces, pois somente hoje será revelado que se tratava de uma crise de apendicite. O merchandising tem que ser feito com mais cuidado.

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